Grupo de publicitárias se unem contra abusadores

madwomen O grupo de publicitárias Mad Women disponibilizou, através do Tumblr #MeuCorpoNãoéPúblico, diversas artes de protesto contra o abuso de mulheres. A campanha, desencadeada devido ao estupro sofrido por uma mulher dentro de um ônibus em São Paulo na última terça-feira, 29, pretende permitir que as pessoas baixem as artes, imprimam e espalhem-nas em vias e locais públicos.

O coletivo, que hoje conta com aproximadamente 1.800 integrantes, foi criado em julho de 2016 e era apenas um grupo fechado no Facebook. Segundo sua criadora, Ana Mattioni, ex-diretora de criação da Mutato, o espaço é dedicado a mulheres apenas e serve como um local de networking e acolhimento.



A rede é dedicada à indicação profissional das mulheres participantes, relato de experiências que vivem nas agências e também como um espaço para discussão e análise do posicionamento da mulher no mercado publicitário. Por ser um mercado essencialmente masculino, as mulheres acabavam ficando apenas com cargos inferiores ou periféricos. Segundo Mattioni, hoje já se observa uma maior participação das mulheres em cargos mais relevantes e de liderança e muito disso se deve à essa união e compartilhamento de ideias.

Diante do caso de estupro relatado acima, Ana e Paula Fernandes, diretoras de arte da Ampfy, tiveram a ideia de unir a força e o talento das participantes e mostrar a todos sua indignação. Em menos de 24 horas, as profissionais já tinham se mobilizado para desenhar os pôsteres e criaram uma vaquinha a fim de permitir a impressão dos mesmos para distribuição por toda a cidade.



O grupo também é conhecido por promover protestos e mobilizações, como o que aconteceu no dia 1º de setembro, em frente à Primeira Vara Criminal de São Paulo, “Ejaculação no Pescoço do Juíz”, em reação à decisão tomada em relação ao caso do dia 29.